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quinta-feira, março 12, 2009

A web 2.0 enquanto expressão tecnológica de um sonho social de igualdade



Já lá vão uns meses. A comunicação de Manuel Pinto: "A web 2.0 e os Media: da Alocução à Conversação" no Encontro sobre web 2.0 , iluminou na altura as minhas múltiplas impressões sensíveis e por si só justificou a deslocação à Universidade do Minho.
Algumas notas  que então tirei apressadamente:
insight:
a web social enquanto expressão tecnológica de um sonho social de igualdade.

Que igualdade?
 Dois modelos:
-o modelo da conversação interacção ente iguais defendido por John Dewey "The public and it´s problems"[com associado perigo do igualitarismo]; 
Modelo Alocução: processo comunicativo assimétrico  defendido por Walter Lippman em "Public Opinion" [perigo do paternalismo].
Pois, é pouco, e nem posso garantir que seja tal e qual. Gostava de ler o texto mas não o encontro.

segunda-feira, outubro 27, 2008

Hope.Act.Change


O que mais impressiona na campanha online de Obama é a excepcionalidade com que nos faz sentir parte dela, conseguindo assim captar o Zeitgeist. O exemplo mais paradigmático é este vídeo, alimentado por fotografias de apoiantes- muitas delas alojadas no popular Flickr. O resultado é tocante [pôr o rato em cima do vídeo].

O website do candidato ter sido agora considerado pela Web Marketing Association melhor do que o de McCain, é uma banalidade.


quarta-feira, outubro 08, 2008

A propósito do Cloud Computing

Enquanto o jet set da net se deslumbra com o cloud computing, Richard Stallman [entre nós ao que parece mais conhecido pelo homem das nódoas] lança-lhe as mais inflamadas labaredas neste recente artigo do Guardian: "It's stupidity. It's worse than stupidity: it's a marketing hype campaign"..." Somebody is saying this is inevitable – and whenever you hear somebody saying that, it's very likely to be a set of businesses campaigning to make it true."

Sobre o Cloud Computing gostei deste vídeo e deste artigo. Genericamente refere-se a um ambiente computacional onde os dados e serviços estão alojados em servidores acessíveis através da internet. Ou seja, está tudo "nas nuvens" e nada alojado nos nossos computadores, telemóveis etc. Quanto a mim: "I hope it works".

Apontamento curioso: a Dell anda a tentar registar "cloud computing"

quinta-feira, setembro 25, 2008

Web 2.0 !#$&?!?!@



"Web 2.0" está praticamente ao nível de "blog" no que respeita a conversas sobre "fenómenos" a que tenho alergia. Mas eles estão aí, e este texto de Jorge Martins Rosa, professor na FCSH da Nova, publicado em Junho de 2007, vai muito para lá da fala baratíce que é comum associar-se ao primeiro.

sublinho na pág. 4:
[...]
"Indo um pouco mais longe - talvez para descontento dos designers gráficos -, o passo seguinte consiste em descartar a apresentação como algo perfeitamente secundário. Se a isso se juntar, em sites com uma actualização frequente como é o caso dos blogs, a velha mas incontornável estrutura típica do jornalismo, a da pirâmide invertida, tem-se o ponto de partida para uma outra tecnologia a que costuma ser associado o rótulo «Web 2.0»: os feeds em RSS ou Atom.

[...]

À primeira vista, nada parece haver de extraordinário nos feeds; o facto de serem fragmentos ou resumos de sites, despidos de qualquer conteúdo visual , pode aliás parecer um recuo aos tempos da «banda curta». Todavia, é aí que se esconde uma das novas potencialidades mais interessantes. Se o conteúdo se libertou da sua envolvente «estética», isso significa que pode assumir múltiplas formas de apresentação - as que se devem ao designer do site de origem, mas também aquelas que o utilizador, o seu «agregador de feeds» ou um outro designer de outro site tenham estabelecido.

Tanto ou mais relevante, o próprio conteúdo está liberto da fonte que o gerou, podendo ser (criativamente ou não) combinado com outras fontes, criando aquilo a que se chama um mashup. Note-se que isto, por si só, nem sempre é suficiente, mas há cada vez mais sites que facilitam a tarefa, disponibilizando pequenas aplicações (API, isto é «Application Programming Interfaces») que podem ser usadas para, por exemplo, criar um mapa actualizado do crime em Chicago (cf. www.chicagocrime.org/map/), mostrar como se distribuem geograficamente as doenças mais comuns (http://whoissick.org/sickness/ [cf. Figura 5]) ou gerar uma lista de vídeos do YouTube que tenham sido catalogados com uma determinada palavra-chave."

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